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Biografia de dona Elisa Ferraz Leite

Senhor Pedro, serenidade de um homem de bem

Juca, o defensor fiel do Espiritismo!

Joaquim Soares (Juca) trabalhador constante da Doutrina Espirita desencarnou dia 03 de março de 2016. No dia 08, completaria 77 anos. Lutou em defesa do Espiritismo até os últimos momentos. As homenagens prestadas demonstraram o carinho e a gratidão a este grande homem da seara do bem.

Incansável, não mediu esforços para cumprir as tarefas a ele designadas. Mesmo com as dificuldades do corpo enfermo, teve perseverança e determinação para ir até o fim na sua missão de evangelizar, esclarecer e divulgar os postulados doutrinários.

Inúmeras foram as funções que exerceu na USE Distrital Tatuapé: Diretor do Departamento de Evangelização, Secretário, Vice-Presidente e Presidente. Na USE Regional São Paulo: Secretário e Vice-Presidente. Na USE Estadual: 3º, 2º e 1º Secretário, Diretor do Departamento de Orientação Administrativa. 

Na Fraternidade Irmã Dolores (FID), Juca colaborou e atuou na fundação da mesma. Dedicou-se durante 50 anos a esta Instituição.  Mesmo afastado da casa por conta da enfermidade, continuou ministrando palestras quando era convidado e as fazia com entusiasmo e emoção.

Algumas pessoas do convívio de Juca fizeram depoimentos, prestando-lhe homenagens:

Sander Salles Leite, companheiro inseparável nas lides do movimento espírita.

FID – Sander, quando e onde você conheceu o Juca? Desde o primeiro contato, houve afinidade entre vocês?

Eu conheci o Juca no dia 19 de agosto de 1963, se não me engano.  Ele era pensionista na casa de um amigo chamado Geraldo. Neste dia foi o aniversário da irmã de Geraldo. Foi lá também que conheci a Maria Lúcia... ela tinha 12 anos. A partir daquele momento começamos a “bater papo” e uma grande amizade iniciou-se: eu o tratava como primo. Juca começou a frequentar a Fraternidade como consta no livro FID 50 anos. Houve bastante entrosamento, afinidades em termos de Doutrina Espírita e de lá para cá iniciamos a nossa história sempre respeitosa. Claro que tivemos algumas ideias divergentes, principalmente politicas, mas respeitando os ideais diferentes. Juca era são-paulino roxo e eu corintiano. Como eu não entendo nada de futebol, não discutíamos. Mas, de Espiritismo falávamos constantemente. Aliás eu diria que o Juca era a única pessoa que conversava sobre tudo, principalmente sobre a Doutrina, sobre a USE, movimentos gerais. Nunca tive uma pessoa assim, com este tipo de afinidade.

FID – Ao longo deste tempo de amizade, qual o momento mais marcante?

O momento que me marcou bastante foi quando o Juca foi meu padrinho de casamento, há quarenta e cinco anos.

FID – Conte-nos sobre este grande trabalhador espírita “Juca”. As funções que exerceu com você tanto na USE quanto na Fraternidade Irmã Dolores?

Primeiramente na FID, nós fizemos parte da Assembleia de fundação da Fraternidade Irmã Dolores. Houve uma eleição, e participamos da 1ª Diretoria. Juca como Vice-presidente, o seu primeiro cargo, nesta mesma linha. Em outra ocasião Juca foi secretário. Dois anos depois, em 1967, apareceram duas pessoas do Movimento Espírita da Regional do Tatuapé:  Agostinho Andreolleti e Benedito Eleotério, ambos desencarnados. Eles souberam da Fundação do Centro e vieram apresentar a USE e as suas ideias. Nós éramos filiados à Federação Espírita (FEESP), não conhecíamos o movimento, porém aderimos às suas propostas. No mês seguinte já estávamos inseridos na antiga USE Distrital da Vila Formosa: chamava-se UDE 14ª Zona. Representando a Fraternidade, participamos das eleições seguintes, ocupando cargos. Juca e eu fomos para USE Regional e Conselho Deliberativo Estadual e daí foi natural que em 1982 Juca tenha participado pela primeira vez da Diretoria da USE.  Eu era o secretário e o Juca ocupava outro cargo. Atuamos em mais seis vezes cargos da Diretoria da USE.  Meu amigo possuía grande afinidade na parte administrativa e doutrinária.

FID - Cite alguns ensinamentos deixados por este evangelizador. A missão foi cumprida?

O fundamental que aprendemos no movimento espírita é o da preservação da Doutrina codificada por Kardec, evitando conceitos não espíritas dentro do Centro porque, partindo do princípio de que grande parte das pessoas que não são espíritas, trazem dogmas da igreja católica e outras. Começam a introduzir preceitos ao movimento espírita, que interferem e distorcem os verdadeiros conceitos da Doutrina e o Juca era muito sério, “caxias” mesmo, quanto a fidelidade à Codificação de Kardec.

Juca trouxe o princípio democrático e a observação ao comportamento hierárquico no Centro Espírita. Ele dizia:  “Eu sou da Casa, mas a Casa não é minha, não posso fazer tudo que quero”. O Centro é para todos, mas é fundamentado por Estatuto e não se pode fazer tudo o que deseja. Juca priorizava o respeito à hierarquia, e à democracia (conceito de maioria). Poderemos discutir qualquer assunto referente a Casa Espírita, mas prevalecerá as decisões tomadas pela maioria. Democraticamente é assim que funciona; a minoria acata o que a maioria decidir. Juca era por este princípio.

Era bem do Juca a exigência doutrinária, a responsabilidade e a seriedade. Até nos momentos finais, se preocupou sobre quem seria o seu sucessor na direção dos estudos que dirigia na casa espírita que frequentava atualmente. Fazia palestras com ajuda de cilindro de respiração.  Todos nós temos o nosso tempo e devemos aproveita-lo ao máximo. Ele aproveitou e fez tudo que gostaria na Doutrina e na família. Fez a parte dele.

Lembrando que o Juca faz parte da minha família espiritual. A separação é temporária. O que ficou foi uma grande amizade de mais de 50 anos, desde o início do Centro Espírita Fraternidade Irmã Dolores. Conversávamos sobre tudo: assuntos pessoais, confidencias e sobre o Espiritismo. Compartilhamos esta jornada terrena, fez parte da minha vida e me acompanha desde outras existências.



Sander Salles Leite e Ancila Escolástica Rodrigues


Depoimento de Ancila Escolástica Rodrigues:                                

FID – Fale-nos Dona Ancila, como foi a convivência com o Juca?

Quando cheguei à Casa, havia o trabalho mediúnico e já participávamos. Não era como agora, que temos de fazer cursos preparatórios. Quando a pessoa chegava, já ia para o trabalho mediúnico. O Juca doutrinava, foi um professor para mim. Era uma pessoa muito séria, sempre ativo e constante no trabalho. Não faltava: morava longe, mas vinha frequentemente. Era uma pessoa que perseverava.

Trabalhador, e sempre com esse cuidado com a Doutrina Espírita, como Kardec a codificou.  Passava-nos o conhecimento que tinha e sempre procurava aprimorar-se, separando o “mediúnico” dos trabalhos normais, fazendo cursos para o aperfeiçoamento da Fraternidade.

Na USE, trabalhou muito tempo como secretário. Quando havia Congressos, ajudava na organização e participava dos mesmos.

Juca trouxe o conhecimento mediúnico e me ajudou neste sentido. Foi um aprendizado maravilhoso. Quando cheguei à Casa, me pediram para ler O Livro dos Espíritos e o fizemos em 4 anos, pergunta por pergunta. As obras básicas e as de André Luiz abriram minha mente.

Estudávamos também O Livro dos Médiuns nos dias de trabalho mediúnico: metade do tempo com estudo e metade intercâmbio mediúnico. Juca dizia: “ Olha, entramos na Terra com dificuldade e temos que buscar nos reconciliar com os inimigos, isso é um passo muito grande”.  Juca nos falava coisa boas, sempre nos confortando.

 


Amália encerrando a Assembleia Geral que elegeu a atual diretoria em setembro de 2016. Juca presidiu a mesa.

Amália Gonçalves de Oliveira era uma das crianças que o Juca evangelizou no início da Fid. Naquela época as crianças da redondeza foram convidadas a participar da evangelização, Juca era o responsável pelo Departamento junto com Maria Lúcia Brito.

FID – Amália, para você, que recordação tem do Juca no tempo da evangelização?

Juca nos ajudava a atravessar a rua, porque era perigosa. Eu era pequena... tinha 4 ou 5 anos. O Juca nos ensinava a evangelização, fazia brincadeiras e isso ficou guardado em mim. Nos ensinava a moral, a espiritualidade. Naquela época eu frequentava a Fraternidade na Rua Roberto Morel. O Juca me ensinou a fazer o Pai-Nosso. O tempo passou e acompanhei sua caminhada: seu casamento com Terezinha, o nascimento das filhas, seus problemas de saúde. Não foi fácil para ele e mesmo diante das dificuldades, participou das festividades dos 50 anos da Fraternidade. Sua participação foi linda.  Eu me sinto como uma sementinha que ele deixou. E até hoje procuramos fazer aquilo que aprendemos nos ensinos evangélicos vindos deste grande homem chamado Juca.

Juca finalizou seu trajeto na vida corpórea com a missão cumprida, suportando as provas terrenas com resignação diante da enfermidade física. Divulgou, evangelizou, trabalhou em vários setores administrativos necessários para a edificação das Instituições Espíritas. Não mediu esforços para terminar sua obra e certamente conseguiu fazê-lo.  Nossa eterna gratidão!!

 

 


Para Refletir

Chico Xavier

Nasceste no lar que precisavas,
Vestiste o corpo físico que merecias,
Moras onde melhor Deus te proporcionou,
De acordo com teu adiantamento.
Possuis os recursos financeiros coerentes
Com as tuas necessidades, nem mais,
nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.
Teu ambiente de trabalho é o que elegeste
espontaneamente para a tua realização.
Teus parentes, amigos são as almas que atraíste,
com tua própria afinidade.
Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle.
Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais,
buscas, expulsas, modificas tudo aquilo
que te rodeia a existência.
Teus pensamentos e vontade são a chave de teus atos e atitudes....
São as fontes de atração e repulsão na tua jornada vivência.
Não reclames nem te faças de vítima.
Antes de tudo, analisa e observa.
A mudança está em tuas mãos.
Reprograma tua meta,
Busca o bem e viverás melhor.
Embora ninguém possa voltar atrás e
fazer um novo começo,
Qualquer Um pode Começar agora e fazer um Novo Fim.




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